
Dirigido por Jorge Takla e com direção musical do maestro Jamil Maluf, O REI E EU (THE KING AND I) finalmente estreia no proximo dia 27 de fevereiro em São Paulo.A montagem nacional, em versão assinada por Cláudio Botelho, traz o ator Tuca Andrada, como o Rei do Sião, a atriz Cláudia Netto como a professora Anna e a cantora lírica Luciana Bueno, interpretando Lady Thiang, mãe do príncipe herdeiro. Também estarão em cena Luciano Andrey, Bianca Tadini, Daniela Vega, Mauro Sousa, Ubiracy Brasil, Adalberto Halvez, Gustavo Lassen, Fábio Barreto, Newton Saiki, Daniel Paulin, Renan Cuisse e Júlio Oliveira, além de outros 50 atores, (sendo 15 crianças), acompanhados por uma orquestra de 22 músicos.
No palco, o Sião do século XIX inspira dez cenários idealizados por Duda Arruk.
Jorge Takla declarou à imprensa paulista sobre a luxuosa cenografia: "A pintura foi feita à mão, na juta, e o bordado serve para dar volume. Quem viu o famoso filme O Rei e Eu, com Yul Brunner, sabe que logo na primeira cena a professora Anna chega ao Sião, em 1864, de barco, com seu filho Louis. Não será diferente no Teatro Alfa e a embarcação vai chegar tendo ao fundo a imagem da cidade, que surge em cores sobre o tecido. Serão cinco telões ao todo e depois de algumas noites sem dormir chegamos a essas imagens"
O espetáculo conta ainda com 550 figurinos orientais e ocidentais de Fábio Namatame e o visagismo de Duda Molinos. Já Tânia Nardini, que assina a coreografia, viajou a Bangkok para pesquisa de danças, modos e costumes da Tailândia. Todas as coreografias são inspiradas no original de Jerome Robbins e nas pesquisas de gestual, rituais e danças, exceto mais famosa cena de dança do espetáculo: o balé e a representação da Cabana do Pai Thomás, no Ato 2, idêntica ao original.
A OBRA ORIGINAL E O MUSICAL
Baseado no romance ‘Anna e o Rei Sião', de Margaret Landon, O Rei e Eu estreou nos Estados Unidos em 1951, no Teatro ST. James, em Nova Iorque e permaneceu por anos em cartaz na Broadway. A primeira montagem na Europa aconteceu em 1953, no Teatro Royal, Drury Lane, Em Londres. O romance também inspirou os filmes Anna e o Rei do Sião (1946) com Rex Harrison e Anna e o Rei (1999) com Jodie Foster, além da versão cinematográfica do musical, em 1956, que imortalizou Yul Brynner e foi vencedora de seis Oscar.
A história se passa no Sião, atual Tailândia, em 1864. O Rei deste país, poderoso, carismático, machista e generoso, tem dezenas de esposas e mais de sessenta filhos. Para educá-los e ensinar-lhes inglês ele contrata uma professora inglesa, Anna. Charmosa e voluntariosa, Anna encara com muitas dificuldades este choque de culturas, mas tenta impor suas ideias em relação às mulheres, preconceito, escravidão, política e amor. Com o tempo o Rei e Anna acabam se envolvendo amorosamente, com muito humor e música.
Considerada a dupla mais genial do teatro musical americano, Richard Rodgers (1902-1979) e Oscar Hammerstein II (1895-1960) criaram grande parte dos espetáculos da era de ouro do teatro musical, nos anos de 1940 e 1950.
Para o diretor Jorge Takla, "Rodgers e Hammerstein são compositor e letrista que vem do universo da opereta, é uma combinação entre música erudita e popular com extrema sofisticação".
RODGERS & HAMMERSTEIN
Após longas e distintas carreiras com outros colaboradores, Richard Rodgers (compositor) e Oscar Hammerstein II (libretista e letrista) juntaram forças para criar a mais considerável, sólida e bem-sucedida parceria no Teatro Musical Americano.